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Servidores mantêm protestos contra prefeito Sergio Ribeiro

Funcionários alegam que ele aumentou apenas salário do alto escalão e não da maioria conforme promessa de campanha
 
O Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de Carapicuíba (Sindfusmc) aumentou a pressão contra a administração do prefeito Sergio Ribeiro (PT). Além de condenar a atual postura do petista, os servidores afirmam que o presidente da entidade, Jessé Cassundé, tem sido alvo de perseguição por parte de alguns vereadores, em função da investida da entidade contra o governo.

Como resposta às denúncias feitas pelos funcionários, o prefeito e os vereadores se reuniram com a categoria, nesta quinta-feira, para discutir os problemas enfrentados pelo funcionalismo público do município. De acordo com o vereador Walter Ferreira do Nascimento, o Waltinho (PSDB), que tem acompanhado as reivindicações do sindicato, o prefeito prometeu conceder aumento salarial aos servidores e promover levantamento detalhado do quadro público para demitir os trabalhadores em excesso.

Segundo o tucano, a prefeitura possui hoje muito mais de 6 mil servidores, embora o número oficial seja de aproximadamente 5,8 mil. “O governo aumentou os salários dos secretários e criou recentemente cargos de assessores especiais, que recebem R$ 4,5 mil. Isso é um absurdo”, denunciou o vereador.

Dentre as críticas ao prefeito, está o resgate salarial apenas dos cargos de alto escalão, na contramão, o descaso com o ‘baixo’ funcionalismo, destoando da promessa de campanha feita por Sergio nas últimas eleições. “Esse é o abismo entre a campanha eleitoral e a realidade. Na campanha ele prometeu muito, mas, quando sentou na cadeira de prefeito, não manteve a coerência”, alfinetou o opositor.

Demissões e perseguição

Os funcionários públicos e os dirigentes sindicais lotaram a Câmara Municipal, durante a sessão desta quarta-feira, para apresentar as denúncias contra o prefeito. Atendendo requerimento aprovado pelos vereadores, o presidente Jessé usou a tribuna e esclareceu que o sindicato não recebe verba do município, do Estado e nem mesmo da União. De acordo com Jessé, a atual administração está sendo processada por não repassar ao sindicato os recursos garantidos ao trabalhador.

Cassundé apontou ainda que funcionários com mais de 20 anos de casa estão sendo mandados embora sem direito, que a eleição da Cipa foi suspensa pela Justiça por diversas irregularidades cometidas pela administração e que o prefeito se nega a discutir o reajuste salarial, embora tenha defendido o piso de dois salários quando fazia oposição ao governo passado, do ex-prefeito Fuad Chucre (PSDB).

O presidente da Câmara, Isac Reis (PT), propôs que uma comissão formada por vereadores, funcionários e direção do sindicato discuta os problemas apontados e cobre uma solução do Executivo. Durante a sessão, Waltinho defendeu a categoria e lamentou que vereadores, secretários e até o prefeito queiram interferir na eleição da Cipa, um órgão do trabalhador para defesa da saúde e segurança do próprio funcionário.

Já o líder do governo, Carlos Wanderley da Silva (PSB), rebateu as posições defendidas pelo presidente do sindicato e, durante seu discurso, foi vaiado pela platéia.
 
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